quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Medo...porque ele?

Porque será que quando a gente deseja TANTO uma coisa a gente teme TANTO?
Porque será que os momentos decisivos nos causam tantos pesadelos, tantas noites mal dormidas, tantas roladas na cama?

Eu bem que podia ser menos ansiosa e menos desesperada. Será que fico assim por querer demais o impossível? Ou será que me falta confiança pra acreditar que tudo acaba bem sempre?
Não sei... Mas minhas noites andam muito mal dormidas, com direito a coceira no corpo todo, calor, frio, sonhos doidos, medonhos e uma loucura pra acordar logo.

Meus dias? Esses andam bem compridos, com longas horas que se arrastam, num buscar incessante, num esperar desesperador. Esperar uma resposta, esperar pelo fim do dia, esperar para poder voltar a dormir logo, esperar pelo fim de semana, esperar para riscar com marca texto mais alguns dias do calendário... E assim tem sido, meio bobo, meio inútil, meio insosso, mas seguindo em frente.

Entremeando dias longos de trabalho, tenho almoços divertidos, e-mails engraçados, piadas, sapatinhos, shoppings, jantares e livros. Isso me faz um pouco de companhia durante meu longo período de espera. Aliás, nunca achei que a comédia seria tão boa companhia. Comédia na televisão, no teatro, nas revistas, nos amigos. Ainda bem que encontrei “amigos Bozos” para me fazerem companhia.

E sigo na espera, no aguardo, esperando, sonhando.

Aliás acho que aí que morar o erro: sonhar só com o futuro, sem lembrar que sonhei também esse presente. Sonhei estar aqui e hoje me dou por completo para perpetuar esse sonho. Me dou de corpo e de alma. Sem família, sem entes queridos por perto. Tenho apenas o trabalho e os amigos Bozos.

Agora, mais um ciclo do esperar se inicia. Uma espera de mais uns trinta dias para poder voltar a um ciclo antigo e matar as saudades.
Sinto que vou levar tanta coisa boa na bagagem. Sinto que vou sentir saudades de tanta coisa que vivi nesse último ano. Sinto que vou me sentir tão mais completa. E sinto medo, o bom e velho companheiro da boa e velha Elisa. Medo da resposta, medo do futuro, medo de algo dar errado, medo do esforço ter sido em vão...
Dedos cruzados e boa sorte!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Saudades de acordar às 8 da manhã e vestir uma regata. Saudades de pegar o carro e ouvir a música que eu quiser. Saudade de comer o que me derem e reclamar por isso. Saudades de sair de casa sem casacos e mais casacos. Saudades de um dia lindo, sem nuvens, sem fumaça, sem cinza. Saudades do céu aberto e azul sempre. Saudades de dirigir todo dia pra onde eu quiser. Saudades de nunca ter que pegar táxi ou andar a pé. Saudades de manter distância de aviões e aeroportos. Saudades de pedir pizza todo domingo à noite. Saudades de estar à toa à tarde e receber um convite pra ir ao shopping. Saudades da soneca depois do almoço. Saudades de sentir o ar condicionado bem forte quando ele é realmente necessário. Saudade de sair à noite durante a semana. Saudades de ir pro salão quando o cabelo ta um bagaço. Saudades de sair com cabelo liso, brilhante, soltinho e mega hidratado depois de uma tarde maravilhosa de cuidados. Saudades de passear de mãos dadas. Saudades de ir ao cinema. Saudades de pegar milhões de filmes na Blockbuster e devorar todos. Saudades de passar um monte de tempo numa livraria olhando e comprando livros. Saudades do prazer de ler. Saudades da concentração em qualquer tipo de leitura. Saudades de viajar de carro aos fins de semana. Saudades de piscina no sábado. Saudade de ficar vermelha como um pimentão. Saudades da segurança de casa. Saudades da paz de ter a sua vida. Saudades da sensação de liberdade de poder ser quem você é e poder amar tudo o que você ama. Saudades de não ter que ouvir bajulações irritantes o dia todo. Saudades de não ver a falsidade escancarada tão característica das pessoas aqui. Saudades da simplicidade das pessoas. Saudades do “R” bem puxado, bem goiano. Saudades de colocar um vestidinho gostoso e sentir um calor terrível. Saudades dos jantares leves em noites quentes. Saudades da minha terra. Saudades das minhas raízes...